<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-13849312</id><updated>2011-05-01T16:20:08.999+01:00</updated><title type='text'>impronunciavel</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://impronunciavel.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13849312/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://impronunciavel.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02092671326430124451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>15</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13849312.post-115101294814568380</id><published>2006-06-22T22:45:00.000+01:00</published><updated>2006-06-22T22:49:08.160+01:00</updated><title type='text'>Inverno</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2407/1234/1600/Inverno.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2407/1234/320/Inverno.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13849312-115101294814568380?l=impronunciavel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://impronunciavel.blogspot.com/feeds/115101294814568380/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13849312&amp;postID=115101294814568380' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13849312/posts/default/115101294814568380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13849312/posts/default/115101294814568380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://impronunciavel.blogspot.com/2006/06/inverno.html' title='Inverno'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02092671326430124451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13849312.post-114901223135879429</id><published>2006-05-30T18:31:00.000+01:00</published><updated>2006-05-30T19:03:51.423+01:00</updated><title type='text'>Repressão- A Polícia Política</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2407/1234/1600/silvpais.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2407/1234/320/silvpais.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criação e organização da polícia política no regime salazarista implicou uma concentração gradual das funções de prevenção e repressão de crimes políticos numa única instituição, a Polícia de Vigilância e Defesa do Estado (PVDE), que posteriormente será transformada em Polícia Internacional e de Defesa do Estado (PIDE) e, por fim, em Direcção-Geral de Segurança (&lt;a class="glossario" href="http://www.25abril.org/prodigentia/index.php?c1=6&amp;c2=5&amp;amp;glossario=DGS"&gt;DGS&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;A PVDE, constituída em Agosto de 1933, nasce, em termos imediatos, da fusão e reestruturação de dois corpos policiais anteriores: a Polícia de Defesa Política e Social surgida no início de 1933 - e a Polícia Internacional organizada em 1928. Mas, logo em 1926, fora criado um primeiro organismo com atribuições políticas, a Polícia de Informações. Inicialmente desdobrada em dois organismos autónomos, um em Lisboa, outro no Porto, e tutelada pelos respectivos governadores civis, não tardará, porém, para que, unificada e de âmbito nacional, seja colocada na dependência do ministro do Interior (em Março de 1928).&lt;br /&gt;Encarregue da prevenção e repressão de crimes políticos e sociais, recebe, então, importantes competências de instrução processual no que concerne a tais delitos. E também em 1928 que é organizada a Polícia Internacional, considerada ainda essencialmente como uma polícia de fronteiras (terrestres apenas) e sem funções abertamente políticas. Virá, todavia, a ganhá-Ias em 1931, quando é encarregue da repressão do comunismo e da espionagem. Mas, paralelamente, extingue-se a Polícia de Informações, transferindo formalmente as suas tarefas para a &lt;a class="glossario" href="http://www.25abril.org/prodigentia/index.php?c1=6&amp;c2=5&amp;amp;glossario=PS"&gt;PS&lt;/a&gt;P, embora, na prática, ela pareça ter continuado a funcionar.&lt;br /&gt;Em Maio de 1932 reúnem-se pela primeira vez todas as funções de polícia política num único corpo, a Polícia Internacional. Não há, portanto, ainda, uma assunção clara da natureza política deste organismo, ao contrário do que sucede em 1933 quando, após nova separação de funções, é criada a PVDE.&lt;br /&gt;Directamente tutelada pelo ministro do Interior, a PVDE é dotada (em 1933, e por decretos sucessivos nos anos seguintes) de amplas competências e funções que, como sublinhou M. Braga da Cruz, a convertem no centro de um «sistema de justiça política», independente das instâncias judiciais normais. Com efeito, a PVDE congrega atribuições de prevenção e repressão de crimes políticos (sempre descritas de uma forma vaga e abrangente que lhe permite ampla margem de arbítrio) dispondo, nessa matéria, de dois poderes fundamentais sem qualquer controlo judicial: o poder de prender e os poderes de instrução processual. Estes últimos, ainda que legalmente partilhados com o Tribunal Militar Especial, incumbido do julgamento dos crimes políticos no período até 1945, eram, na realidade, quase soberanos, eximindo-se a qualquer fiscalização. O mesmo organismo que prendia, procedia depois às diligências tendentes à incriminação, limitando-se, em geral, o julgamento a ratificar as conclusões policiais, obtidas sobretudo com base no interrogatório dos arguidos, com o recurso sistemático à coacção e à tortura.&lt;br /&gt;A partir de 1934, a PVDE pode, mesmo, através da administração de estabelecimentos prisionais especificamente destinados aos detidos por crimes políticos, superintender no cumprimento das penas e da prisão preventiva, prolongando-as discricionariamente nos moldes considerados mais convenientes. À polícia política cabiam ainda outras competências fundamentais. Destaquem-se o fornecimento de informações de natureza política às várias autoridades públicas; a fiscalização da institucionalização do corporativismo função importante no período até 1945; a colaboração (eminentemente repressiva) com os serviços de censura às publicações; a violação da correspondência e as escutas telefónicas - meio frequente de «investigação». A polícia política detinha ainda funções de vigilância das fronteiras (terrestres, marítimas e, mais tarde, também aéreas) e dos estrangeiros, e atribuições na área da emigração.&lt;br /&gt;Quando, na onda «Iiberalizante» do pós-guerra, a PVDE é substituída pela nominalmente mais neutra PIDE, pouco mudará quanto ao essencial dos seus poderes e funções, embora se tente fazer crer numa maior submissão ao poder judicial.&lt;br /&gt;Com efeito, a PIDE é transformada em organismo de polícia judiciária, segundo o modelo, expressamente invocado, da britânica Scotland Yard. Mas, se é certo que o julgamento dos crimes políticos passa a pertencer aos tribunais criminais plenários, tribunais especiais dependentes do Ministério da Justiça, e algumas prisões políticas passam igualmente a ser geridas por este ministério, a PIDE mantém jurisdição sobre vários estabelecimentos de detenção e conserva inalterados os latos poderes de prisão e de instrução processual da sua antecessora. Mais, pode sugerir a utilização de medidas de segurança como meio de manter indefinidamente presos opositores ao regime, cabendo-lhe mesmo, desde 1954, executá-Ias.&lt;br /&gt;Por outro lado, a duração da prisão sem culpa formada foi dilatada, em 1945, para três meses, passíveis ainda de se prolongar por mais duas etapas de quarenta e cinco dias - legalizando-se, assim, a prisão sem qualquer intervenção judicial, por um período até seis meses, o que equivalia a quase legitimar o livre arbítrio policial. Saliente-se, ainda, que, a partir de 1954 a PIDE vê a sua jurisdição alargada às colónias portuguesas. Quando, em 1969, um regime já no ocaso, e aparentemente preocupado com uma limitação da discricionariedade policial, procede a nova alteração de designações criando a &lt;dgs&gt; - quase tudo ficará na mesma, pois não há alterações substantivas nos seus poderes e funções, mesmo se parece haver um cuidado maior em defini-los com minúcia (patente na regulamentação da nova organização, feita em 1972).&lt;br /&gt;Uma organização que, quanto à sua estrutura interna, rede nacional e quadro de pessoal parece afastar-se mais dos tempos do começo, tendo registado alguma evolução no sentido de uma especialização e eficácia crescentes. De facto, de início, a PVDE era basicamente constituída por duas grandes secções, em larga medida emanadas das polícias de que procedia: a secção de vigilância ( ou defesa) política e social e a secção internacional, escudadas pelos serviços secretos (ou de informação e ligação) e por um conjunto de serviços de apoio de carácter sobretudo administrativo. À secção de defesa política e social incumbiam as tarefas de vigilância, prevenção e repressão da oposição interna, incluindo funções de investigação, detenção e organização de processos por crimes políticos. O essencial das funções políticas ligadas à administração de estabelecimentos prisionais também caberia a esta secção. Da secção internacional, encarregue sobretudo do controlo das fronteiras e da vigilância dos estrangeiros, dependia a rede de postos da polícia política.&lt;br /&gt;A partir dos anos 40, parece registar-se uma tendência para uma crescente especialização de funções e serviços, no sentido de dotar a instituição de uma estrutura que lhe permitisse uma melhor actuação. Assim, a &lt;dgs&gt;, ponto de chegada desta evolução, compreendia, segundo legislação de 1969 e 1972, quatro direcções, organizadas em divisões e secções com tarefas mais específicas: a 1.ª Direcção, ou Direcção dos Serviços de Informação; a 2.a Direcção ou Direcção dos Serviços de Investigação e Contencioso (junto da qual funcionava o gabinete nacional da Interpol); a 3.a Direcção ou Direcção dos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras; a 4.ª Direcção ou Direcção dos Serviços Administrativos.&lt;br /&gt;Se parece ser notória uma evolução rumo a maior eficiência na organização interna da polícia, a mesma tendência parece detectar-se quanto à sua rede nacional e quanto ao seu pessoal. Os funcionários policiais - ressalvando, evidentemente, esse verdadeiro «segundo quadro» que era o dos informadores - não eram, de facto, muito numerosos, se atendermos à enorme amplitude das funções da polícia política. De um número de cerca de cem, em 1933, terão aumentado para aproximadamente quatrocentos em 1945, sendo sobretudo a partir daí que se efectua um crescimento mais rápido e mais amplo, até aos mais de três mil indivíduos que, em 1974, integravam a &lt;dgs&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Globalmente, a rede policial, que, no período até 1945, com escassas excepções (casos do Porto ou de Coimbra), se concentrava, além de Lisboa, ao longo das fronteiras terrestres, terá crescido significativamente, espalhando-se pelo território continental, Madeira e Açores, e colónias (com destaque para Angola e Moçambique).&lt;br /&gt;As debilidades da polícia política a este nível são, porém, manifestas até 1945, pelo menos, tornando indispensável uma estreita colaboração com os outros organismos policiais, com a Legião Portuguesa e com as autoridades distritais e locais. A polícia política funcionava, assim, sobretudo enquanto última instância repressiva, como instrumento de resposta mais forte, destinado a actuar depois de esgotados outros meios, para, ao punir o «prevaricador», desencorajar novos desvios à «ordem», instalando o medo e convidando à resignação. Nesta óptica, a polícia política parece, pois, agir no quadro de uma lógica complementar de prevenção/dissuasão e de punição/repressão, constituindo o último - e mais duro - mecanismo para velar pela segurança do regime, entendida esta numa perspectiva tão abrangente e ambígua quanto sempre extensível e, por isso mesmo, legitimadora de todos os excessos cometidos. E que, se a polícia política não foi nunca um órgão de repressão ou aniquilamento de massas, visando mais o afastamento do que a destruição pura e simples dos opositores reconhecidos (como já sublinharam M. Braga da Cruz e F. Rosas), a sua actuação caracterizou-se pelo uso permanente de meios violentos e por uma continuada e permanente violação da legalidade.&lt;br /&gt;De facto, o recurso à tortura - admitido pelo próprio Oliveira Salazar logo nos primeiros tempos - assumiu um carácter sistemático, constituindo uma forma regular de obter informações para os processos por crimes políticos. Mas as situações mais extremas do arbítrio e violência policiais são os assassinatos cometidos pela polícia política, de que constituem casos emblemáticos os do dirigente comunista «Alex», em 1944, do escultor, também membro do &lt;pcp&gt;, Dias Coelho, em 1961, e do general Humberto Delgado, em 1965.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In:&lt;/pcp&gt;&lt;/dgs&gt;&lt;/dgs&gt;&lt;/dgs&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;color:#de0500;"&gt;&lt;b&gt; Dicionário da História do Estado Novo – Fernando Rosas e J.M. Brandão de Brito &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;      &lt;br /&gt;     &lt;span style="color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13849312-114901223135879429?l=impronunciavel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://impronunciavel.blogspot.com/feeds/114901223135879429/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13849312&amp;postID=114901223135879429' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13849312/posts/default/114901223135879429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13849312/posts/default/114901223135879429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://impronunciavel.blogspot.com/2006/05/represso-polcia-poltica.html' title='Repressão- A Polícia Política'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02092671326430124451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13849312.post-114785801808592601</id><published>2006-05-17T10:24:00.000+01:00</published><updated>2006-05-17T10:47:01.173+01:00</updated><title type='text'>Terá sido inocente??</title><content type='html'>&lt;h5&gt;Xenofobia e desinformação...&lt;/h5&gt; &lt;div class="data"&gt;15-05-2006&lt;/div&gt; XENOFOBIA E DESINFORMAÇÃO... UMA MENTIRA MIL VEZES REPETIDA NÃO DEIXA DE SER UMA MENTIRA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estupefacção é a palavra que melhor descreve a reacção à leitura do artigo publicado no jornal Correio da Manhã sob o sugestivo, mas perigoso e injusto, título: IMIGRANTES ENCHEM PRISÕES*.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É absolutamente intolerável a falta de rigor do título e da propalada notícia que mais parece estar inserida numa recente campanha xenófoba generalizada e indiscriminada de ataque directo aos imigrantes que se encontram em Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preocupante assistir a este tipo de desinformação e de indução da opinião pública, pois o comum leitor não saberá com certeza que uma significativa parte dos denominados imigrantes que se encontram a cumprir penas de prisão pela prática do crime de tráfico de estupefacientes são cidadãos estrangeiros não residentes em Portugal, ou seja, não são imigrantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A objectividade, o rigor e a isenção implicará necessariamente a diferenciação entre o cidadão estrangeiro que imigra para Portugal e aquele que comete um crime quando de passagem por Portugal, como acontece numa grande parte dos casos de tráfico de estupefacientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é, porém, essa a mensagem que se faz passar no título e na notícia em apreço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, à semelhança das já lamentadas afirmações de dirigentes do Sindicato dos Profissionais de Polícia, verifica-se aqui a intenção expressa, mas falsa e caluniosa, de associar a imigração à criminalidade, discurso que, por ignorância, má-fé e falta de senso, infelizmente, circula na sociedade portuguesa há bastante tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;      Lisboa, 11 de Maio de 2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                  Rui Elói Ferreira&lt;br /&gt;               Vogal da &lt;a href="http://www.oa.pt"&gt;Comissão dos Direitos Humanos da Ordem dos Advogados&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Artigo publicado no&lt;a href="http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=201294&amp;amp;idCanal=181"&gt; Correio da Manhã&lt;/a&gt; a 11 de Maio de 2006&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13849312-114785801808592601?l=impronunciavel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://impronunciavel.blogspot.com/feeds/114785801808592601/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13849312&amp;postID=114785801808592601' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13849312/posts/default/114785801808592601'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13849312/posts/default/114785801808592601'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://impronunciavel.blogspot.com/2006/05/ter-sido-inocente.html' title='Terá sido inocente??'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02092671326430124451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13849312.post-114346975018433650</id><published>2006-03-27T15:28:00.000+01:00</published><updated>2006-03-27T17:39:11.416+01:00</updated><title type='text'>PARA O ALBERTO JOÃO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2407/1234/1600/p266.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2407/1234/320/p266.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Portas Que Abril Abriu&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez um país&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;onde entre o mar e a guerra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;vivia o mais feliz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;dos povos à beira-terra                                               &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Onde entre vinhas sobredos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;vales socalcos searas&lt;br /&gt;serras atalhos veredas&lt;br /&gt;lezírias e praias claras     &lt;br /&gt;um povo se debruçava&lt;br /&gt;como um vime de tristeza&lt;br /&gt;sobre um rio onde mirava&lt;br /&gt;a sua própria pobreza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez um país&lt;br /&gt;onde o pão era contado&lt;br /&gt;onde quem tinha a raíz&lt;br /&gt;tinha o fruto arrecadado&lt;br /&gt;onde quem tinha o dinheiro&lt;br /&gt;tinha o operário algemado&lt;br /&gt;onde suava o ceifeiro&lt;br /&gt;que dormia com o gado&lt;br /&gt;onde tossia o mineiro&lt;br /&gt;em Aljustrel ajustado&lt;br /&gt;onde morria primeiro&lt;br /&gt;quem nascia desgraçado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma vez um país&lt;br /&gt;de tal maneira explorado&lt;br /&gt;pelos consórcios fabris&lt;br /&gt;pelo mando acumulado&lt;br /&gt;pelas ideias nazis&lt;br /&gt;pelo dinhiero estragado&lt;br /&gt;pelo dobrar da cerviz&lt;br /&gt;pelo trabalho amarrado&lt;br /&gt;que até hoje já se diz&lt;br /&gt;que nos tempos dos passado&lt;br /&gt;se chamava esse país&lt;br /&gt;Portugal suicidado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali nas vinhas sobredos&lt;br /&gt;vales socalcos searas&lt;br /&gt;serras atalhos veredas&lt;br /&gt;lezírias e praias claras&lt;br /&gt;vivia um povo tão pobre&lt;br /&gt;que partia para a guerra&lt;br /&gt;para encher quem estava podre&lt;br /&gt;de comer a sua terra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um povo que era levado&lt;br /&gt;para Angola nos porões&lt;br /&gt;um povo que era tratado&lt;br /&gt;como a arma dos patrões&lt;br /&gt;um povo que era obrigado&lt;br /&gt;a matar por suas mãos&lt;br /&gt;sem saber que um bom soldado&lt;br /&gt;nunca fere os seus irmãos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora passou-se porém&lt;br /&gt;que dentro de um povo escravo&lt;br /&gt;alguém que lhe queria bem&lt;br /&gt;um dia plantou um cravo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era a semente da esperança&lt;br /&gt;feita de força e vontade&lt;br /&gt;era ainda uma criança&lt;br /&gt;mas já era a liberdade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era já uma promessa&lt;br /&gt;era a força da razão&lt;br /&gt;do coração à cabeça&lt;br /&gt;da cabeça ao coração&lt;br /&gt;Quem o fez era soldado&lt;br /&gt;homem novo capitão&lt;br /&gt;mas tabém tinha a seu lado&lt;br /&gt;muitos homens na prisão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses que tinham lutado&lt;br /&gt;a defender um irmão&lt;br /&gt;esses que tinham passado&lt;br /&gt;o horror da solidão&lt;br /&gt;esses que tinham jurado&lt;br /&gt;sobre uma côdea de pão&lt;br /&gt;ver o povo libertado&lt;br /&gt;do terror da opressão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tinham armas é certo&lt;br /&gt;mas tinham toda a razão&lt;br /&gt;quando um homem morre perto&lt;br /&gt;tem de haver distanciação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;uma pistola guardada&lt;br /&gt;nas dobras da sua opção&lt;br /&gt;uma bala disparada&lt;br /&gt;contra a sua própria mão&lt;br /&gt;e uma força perseguida&lt;br /&gt;que na escolha do mais forte&lt;br /&gt;faz com a que a força da vida&lt;br /&gt;seja maior do que a morte&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem o fez era soldado&lt;br /&gt;homem novo capitão&lt;br /&gt;mas também tinha a seu lado&lt;br /&gt;muitos homens na prisão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posta a semente do cravo&lt;br /&gt;começou a floração&lt;br /&gt;do capitão ao soldado&lt;br /&gt;do soldado ao capitão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que o povo armado&lt;br /&gt;percebeu qual a razão&lt;br /&gt;porque o povo despojado&lt;br /&gt;lhe punha as armas na mão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois também ele humilhado&lt;br /&gt;em sua própria grandeza&lt;br /&gt;era soldado forçado&lt;br /&gt;contra a pátria portuguesa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era preso e exilado&lt;br /&gt;e no seu próprio país&lt;br /&gt;muitas vezes estrangulado&lt;br /&gt;pelos generais senis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capitão que não comanda&lt;br /&gt;não pode ficar calado&lt;br /&gt;é o povo que lhe manda&lt;br /&gt;ser capitão revoltado&lt;br /&gt;é o povo que lhe diz&lt;br /&gt;que não ceda e não hesite&lt;br /&gt;- pode nascer um país&lt;br /&gt;do ventre duma chaimite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque a força bem empregue&lt;br /&gt;contra a posição contrária&lt;br /&gt;nunca oprime nem persegue&lt;br /&gt;- é a força revolucionária!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que Abril abriu&lt;br /&gt;as portas da claridade&lt;br /&gt;e a nossa gente invadiu&lt;br /&gt;a sua própria cidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse a primeira palavra&lt;br /&gt;na madrugada serena&lt;br /&gt;um poeta que cantava&lt;br /&gt;o povo é quem mais ordena&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então por vinhas sobredos&lt;br /&gt;vales socalcos searas&lt;br /&gt;serras atalhos veredas&lt;br /&gt;lezírias e praias claras&lt;br /&gt;desceram homens sem medo&lt;br /&gt;marujos soldados "páras"&lt;br /&gt;que não queriam o degredo&lt;br /&gt;de um povo que se separa.&lt;br /&gt;E chegaram à cidade&lt;br /&gt;onde os monstros se acoitavam&lt;br /&gt;era a hora da verdade&lt;br /&gt;para as hienas que mandavam&lt;br /&gt;a hora da claridade&lt;br /&gt;para os sóis que despontavam&lt;br /&gt;e a hora da vontade&lt;br /&gt;para os homens que lutavam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em idas vindas esperas&lt;br /&gt;encontros esquinas e praças&lt;br /&gt;não se pouparam as feras&lt;br /&gt;arrancaram-se as mordaças&lt;br /&gt;e o povo saiu à rua&lt;br /&gt;com sete pedras na mão&lt;br /&gt;e uma pedra de lua&lt;br /&gt;no lugar do coração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizia soldado amigo&lt;br /&gt;meu camarada e irmão&lt;br /&gt;este povo está contigo&lt;br /&gt;nascemos do mesmo chão&lt;br /&gt;trazemos a mesma chama&lt;br /&gt;temos a mesma razão&lt;br /&gt;dormimos na mesma cama&lt;br /&gt;comendo do mesmo pão&lt;br /&gt;Camarada e meu amigo&lt;br /&gt;soldadinho ou capitão&lt;br /&gt;este povo está contigo&lt;br /&gt;a malta dá-te razão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi esta força sem tiros&lt;br /&gt;de antes quebrar que torcer&lt;br /&gt;esta ausência de suspiros&lt;br /&gt;esta fúria de viver&lt;br /&gt;este mar de vozes livres&lt;br /&gt;sempre a crescer a crescer&lt;br /&gt;que das espingardas fez livros&lt;br /&gt;para aprendermos a ler&lt;br /&gt;que dos canhões fez enxadas&lt;br /&gt;para lavrarmos a terra&lt;br /&gt;e das balas disparadas&lt;br /&gt;apenas o fim da guerra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi esta força viril&lt;br /&gt;de antes quebrar que torcer&lt;br /&gt;que em vinte e cinco de Abril&lt;br /&gt;fez Portugal renascer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E em Lisboa capital&lt;br /&gt;dos nosvos mestres de Aviz&lt;br /&gt;o povo de Portugal&lt;br /&gt;deu o poder a quem quis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que tenha passado&lt;br /&gt;às vezes por mãos estranhas&lt;br /&gt;o poder que ali foi dado&lt;br /&gt;saiu das nossas entranhas.&lt;br /&gt;Saiu das vinhas sobredos&lt;br /&gt;vales socalcos searas&lt;br /&gt;serras atalhos veredas&lt;br /&gt;lezírias e praias claras&lt;br /&gt;onde um povo se curvava&lt;br /&gt;como um vime de tristeza&lt;br /&gt;sobre um rio onde mirava&lt;br /&gt;a sua prórpia pobreza&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se esse poder um dia&lt;br /&gt;o quiser roubar alguém&lt;br /&gt;não fica na burguesia&lt;br /&gt;volta à barriga da mãe.&lt;br /&gt;Volta à barriga da terra&lt;br /&gt;que em boa hora o pariu&lt;br /&gt;agora ninguém mais cerra&lt;br /&gt;as portas que Abril abriu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas portas que em Caxias&lt;br /&gt;se escancararam de vez&lt;br /&gt;essas janelas vazias&lt;br /&gt;que se encheram outra vez&lt;br /&gt;e essas celas tão frias&lt;br /&gt;tão cheias de sordidez&lt;br /&gt;que espreitavam como espias&lt;br /&gt;todo o povo português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que já floriu&lt;br /&gt;a esperança na nossa terra&lt;br /&gt;as portas que Abril abriu&lt;br /&gt;nunca mais ninguém as cerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra tudo o que era velho&lt;br /&gt;levantado como um punho&lt;br /&gt;em Maio surgiu vermelho&lt;br /&gt;o cravo de mês de Junho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o povo desfilou&lt;br /&gt;nas ruas em procissão&lt;br /&gt;de novo se processou&lt;br /&gt;a própria revolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas era olhos as balas&lt;br /&gt;abraços punhais e lanças&lt;br /&gt;enamoradas as alas&lt;br /&gt;dos soldados e crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o grito que foi ouvido&lt;br /&gt;tantas vezes repetido&lt;br /&gt;dizia que o povo unido&lt;br /&gt;jamais seria vencido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra tudo o que era velho&lt;br /&gt;levantado como um punho&lt;br /&gt;em Maio surgiu vermelho&lt;br /&gt;o cravo do mês de Junho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então operários mineiros&lt;br /&gt;pescadores e ganhões&lt;br /&gt;marçanos e carpinteiros&lt;br /&gt;empregados dos balcões&lt;br /&gt;mulheres a dias pedreiros&lt;br /&gt;reformados sem pensões&lt;br /&gt;dactilógrafos carteiros&lt;br /&gt;e outras muitas profissões&lt;br /&gt;souberam que o seu dinheiro&lt;br /&gt;era presa dos patrões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seu lado também estavam&lt;br /&gt;jornalistas que escreviam&lt;br /&gt;actores que desbobravam&lt;br /&gt;cientistas que aprendiam&lt;br /&gt;poetas que estrebuchavam&lt;br /&gt;cantores que não se vendiam&lt;br /&gt;mas enquanto estes lutavam&lt;br /&gt;é certo que não sentiam&lt;br /&gt;a fome com que apertavam&lt;br /&gt;os cintos dos que os ouviam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém cantar é ternura&lt;br /&gt;escrever constrói liberdade&lt;br /&gt;e não há coisa mais pura&lt;br /&gt;do que dizer a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E uns e outros irmanados&lt;br /&gt;na mesma luta de ideias&lt;br /&gt;ambos sectores explorados&lt;br /&gt;ficaram partes iguais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entanto não descansavam&lt;br /&gt;entre pragas e perjúrios&lt;br /&gt;agulhas que se espetavam&lt;br /&gt;silêncios boatos murmúrios&lt;br /&gt;risinhos que se calavam&lt;br /&gt;palácios contra tugúrios&lt;br /&gt;fortunas que levantavam&lt;br /&gt;promessas de maus augúrios&lt;br /&gt;os que em vida se enterravam&lt;br /&gt;por serem falsos e espúrios&lt;br /&gt;maiorais da minoria&lt;br /&gt;que diziam silenciosa&lt;br /&gt;e que em silêncio faziam&lt;br /&gt;a coisa mais horrorosa:&lt;br /&gt;minar como um sinapismo&lt;br /&gt;e com ordenados régios&lt;br /&gt;o alvor do socialismo&lt;br /&gt;e o fim dos privilégios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então se bem vos lembro&lt;br /&gt;que sucedeu a vindima&lt;br /&gt;quando pisámos Setembro&lt;br /&gt;a verdade veio acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi um mosto tão forte&lt;br /&gt;que sabia tanto a Abril&lt;br /&gt;que nem o medo da morte&lt;br /&gt;nos fez voltar ao redil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali ficámos de pé&lt;br /&gt;juntos soldados e povo&lt;br /&gt;para mostrarmos como é&lt;br /&gt;que se faz um país novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali dissemos não passa!&lt;br /&gt;E a reacção não passou.&lt;br /&gt;Quem já viveu a desgraça&lt;br /&gt;odeia a quem desgraçou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a força do Outono&lt;br /&gt;mais forte que a Primavera&lt;br /&gt;que trouxe os homens sem dono&lt;br /&gt;de que o povo estava à espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a força dos mineiros&lt;br /&gt;pescadores e ganhões&lt;br /&gt;operários e carpinteiros&lt;br /&gt;empregados dos balcões&lt;br /&gt;mulheres a dias pedreiros&lt;br /&gt;reformados sem pensões&lt;br /&gt;dactilógrafos carteiros&lt;br /&gt;e outras muitas profissões&lt;br /&gt;que deu o poder cimeiro&lt;br /&gt;a quem não queria patrões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde esse dia em que todos&lt;br /&gt;nós repartimos o pão&lt;br /&gt;é que acabaram os bodos&lt;br /&gt;- cumpriu-se a revolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém em quintas vivendas&lt;br /&gt;palácios e palacetes&lt;br /&gt;os generais com prebendas&lt;br /&gt;caciques e cacetetes&lt;br /&gt;os que montavam cavalos&lt;br /&gt;para caçarem veados&lt;br /&gt;os que davam dois estalos&lt;br /&gt;na cara dos empregados&lt;br /&gt;os que tinham bons amigos&lt;br /&gt;no consórcio dos sabrões&lt;br /&gt;e coçavam os umbigos&lt;br /&gt;como quem coça os galões&lt;br /&gt;os generais subalternos&lt;br /&gt;que aceitavam os patrões&lt;br /&gt;os generais inimigos&lt;br /&gt;os genarais garanhões&lt;br /&gt;teciam teias de aranha&lt;br /&gt;e eram mais camaleões&lt;br /&gt;que a lombriga que se amanha&lt;br /&gt;com os próprios cagalhões.&lt;br /&gt;Com generais desta apanha&lt;br /&gt;já não há revoluções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso o onze de Março&lt;br /&gt;foi um baile de Tartufos&lt;br /&gt;uma alternância de terços&lt;br /&gt;entre ricaços e bufos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tivemos de pagar&lt;br /&gt;com o sangue de um soldado&lt;br /&gt;o preço de já não estar&lt;br /&gt;Portugal suicidado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fugiram como cobardes&lt;br /&gt;e para terras de Espanha&lt;br /&gt;os que faziam alardes&lt;br /&gt;dos combates em campanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aqui ficaram de pé&lt;br /&gt;capitães de pedra e cal&lt;br /&gt;os homens que na Guiné&lt;br /&gt;apenderam Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tais homens que sentiram&lt;br /&gt;que um animal racional&lt;br /&gt;opões àqueles que o firam&lt;br /&gt;consciência nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tais homens que souberam&lt;br /&gt;fazer a revolução&lt;br /&gt;porque na guerra entenderam&lt;br /&gt;o que era a libertação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os que viram claramente&lt;br /&gt;e com  os cinco sentidos&lt;br /&gt;morrer tanta tanta gente&lt;br /&gt;que todos ficaram vivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os tais homens feitos de aço&lt;br /&gt;temperado com a tristeza&lt;br /&gt;que envolveram num abraço&lt;br /&gt;toda a história portuguesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa história tão bonita&lt;br /&gt;e depois tão maltratada&lt;br /&gt;por quem herdou a desdita&lt;br /&gt;da história colonizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dai ao povo o que é do povo&lt;br /&gt;pois o mar não tem patrões.&lt;br /&gt;- Não havia estado novo&lt;br /&gt;nos poemas de Camões!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia sim a lonjura&lt;br /&gt;e uma vela desfraldada&lt;br /&gt;para levar a ternura&lt;br /&gt;à distância imaginada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi este lado da história&lt;br /&gt;que os capitães descobriram&lt;br /&gt;que ficará na memória&lt;br /&gt;das naus que de Abril partiram&lt;br /&gt;das naves que transportaram&lt;br /&gt;o nosso abraço profundo&lt;br /&gt;aos povos que agora deram&lt;br /&gt;novos países ao mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por saberem como é&lt;br /&gt;ficaram de pedra e cal&lt;br /&gt;capitães que na Guiné&lt;br /&gt;descobriram Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em em sua pátria fizeram&lt;br /&gt;o que deviam fazer:&lt;br /&gt;ao seu povo devolveram&lt;br /&gt;o que o povo tinha a haver:&lt;br /&gt;Bancos seguros petróleos&lt;br /&gt;que ficarão a render&lt;br /&gt;ao invés dos monopólios&lt;br /&gt;para o trabalhos crescer.&lt;br /&gt;Guindastes portos navios&lt;br /&gt;e outras coisas para erguer&lt;br /&gt;antenas centrais e fios&lt;br /&gt;de um país que vai nascer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que seja com frio&lt;br /&gt;é preciso é aquecer&lt;br /&gt;pensar que somos um rio&lt;br /&gt;que vai dar onde quiser&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pensar que somos um mar&lt;br /&gt;que nunca mais tem fronteiras&lt;br /&gt;e havemos de navegar&lt;br /&gt;de muitíssimas maneiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Minho com pés de linho&lt;br /&gt;no Alentejo com pão&lt;br /&gt;no Ribatejo com vinho&lt;br /&gt;na Beira com requeijão&lt;br /&gt;e trocando agora as voltas&lt;br /&gt;ao vira da produção&lt;br /&gt;no Alentejo bolotas&lt;br /&gt;no Algarve maçapão&lt;br /&gt;vindimas no Alto Douro&lt;br /&gt;tomates em Azeitão&lt;br /&gt;azeite da cor do ouro&lt;br /&gt;que é verde ao pédo Fundão&lt;br /&gt;e fica amarelo puro&lt;br /&gt;nos campos do Baleizão.&lt;br /&gt;Quando a terra for do povo&lt;br /&gt;o povo deita-lhe a mão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isto a reforma agrária&lt;br /&gt;em sua própria expressão:&lt;br /&gt;a maneira mais primária&lt;br /&gt;de que nós temos um quinhão&lt;br /&gt;da semente proletária&lt;br /&gt;da nossa revolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem a fez era soldado&lt;br /&gt;homem novo capitão&lt;br /&gt;mas também tinha a seu lado&lt;br /&gt;muitos homens na prisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tudo o que Abril abriu&lt;br /&gt;ainda pouco se disse&lt;br /&gt;um menino que sorriu&lt;br /&gt;uma porta que se abrisse&lt;br /&gt;um fruto que se expandiu&lt;br /&gt;um pão que se repartisse&lt;br /&gt;um capitão que seguiu&lt;br /&gt;o que história lhe predisse&lt;br /&gt;e entre vinhas sobredos&lt;br /&gt;vales socalcos searas&lt;br /&gt;serras atalhos veredas&lt;br /&gt;lezírias e praias claras&lt;br /&gt;um povo que levantava&lt;br /&gt;sobre um rio de pobreza&lt;br /&gt;a bandeira em que ondulava&lt;br /&gt;a sua prórpia grandeza!&lt;br /&gt;De tudo o que Abril abriu&lt;br /&gt;ainda pouco se disse&lt;br /&gt;e só nos faltava agora&lt;br /&gt;que este Abril não se cumprisse.&lt;br /&gt;Só nos faltava que os cães&lt;br /&gt;viesses ferrar o dente&lt;br /&gt;na carne dos capitães&lt;br /&gt;que se arriscaram na frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na frente de todos nós&lt;br /&gt;povro soberano e total&lt;br /&gt;e ao mesmo tempo é a voz&lt;br /&gt;e o braço de Portugal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvi banqueiros fascistas&lt;br /&gt;agiotas do lazer&lt;br /&gt;latifundiários machistas&lt;br /&gt;balofos verbos de encher&lt;br /&gt;e outras coisa em istas&lt;br /&gt;que não cabe dizer aqui&lt;br /&gt;que aos capitães progressistas&lt;br /&gt;o povo deu o poder!&lt;br /&gt;E se esse poder um dia&lt;br /&gt;o quiser reoubar alguém&lt;br /&gt;não fica na burguesia&lt;br /&gt;volta à barriga da mãe!&lt;br /&gt;Volta à barriga da terra&lt;br /&gt;que em boa hora o pariu&lt;br /&gt;agora ninguém mais cerra&lt;br /&gt;as portas que Abril abriu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisboa, Julho-Agosto de 1975&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.astormentas.com/ary.htm"&gt;&lt;b&gt;José Carlos Ary dos Santos&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; - "Obra poética"&lt;br /&gt;Edições Avante&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13849312-114346975018433650?l=impronunciavel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://impronunciavel.blogspot.com/feeds/114346975018433650/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13849312&amp;postID=114346975018433650' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13849312/posts/default/114346975018433650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13849312/posts/default/114346975018433650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://impronunciavel.blogspot.com/2006/03/para-o-alberto-joo.html' title='PARA O ALBERTO JOÃO'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02092671326430124451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13849312.post-114054552232746468</id><published>2006-02-21T17:52:00.000Z</published><updated>2006-02-21T18:12:02.356Z</updated><title type='text'>Enterremos o passado</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2407/1234/1600/7599033h.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2407/1234/320/7599033h.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/CARLOS%7E1.CRI/DEFINI%7E1/TEMP/moz-screenshot-3.jpg" alt="" /&gt;           Esta já está no PANTEÃO NACIONAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2407/1234/1600/Irma_Lucia.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2407/1234/320/Irma_Lucia.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                  Esta já está na Basílica do Santuário de  Fátima&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2407/1234/1600/eusebio.1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2407/1234/320/eusebio.1.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                   Já só falta este...............&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13849312-114054552232746468?l=impronunciavel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://impronunciavel.blogspot.com/feeds/114054552232746468/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13849312&amp;postID=114054552232746468' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13849312/posts/default/114054552232746468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13849312/posts/default/114054552232746468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://impronunciavel.blogspot.com/2006/02/enterremos-o-passado.html' title='Enterremos o passado'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02092671326430124451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13849312.post-114054331413434092</id><published>2006-02-21T17:06:00.000Z</published><updated>2006-02-21T17:37:07.863Z</updated><title type='text'>A civilização do crime</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2407/1234/1600/Nova%20imagem.png"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2407/1234/320/Nova%20imagem.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Eu sei que para algumas mentalidades judeo-cristãs, sedentas de vingança sobre aqueles que se atrevem ou se atreveram a tocar na divina propriedade, não gostaram de ler esta notícia.&lt;br /&gt;Mas, tenho para mim, que esta é uma verdadeira medida reformadora e, por isso mesmo, corajosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13849312-114054331413434092?l=impronunciavel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://impronunciavel.blogspot.com/feeds/114054331413434092/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13849312&amp;postID=114054331413434092' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13849312/posts/default/114054331413434092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13849312/posts/default/114054331413434092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://impronunciavel.blogspot.com/2006/02/civilizao-do-crime.html' title='A civilização do crime'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02092671326430124451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13849312.post-114009605886282882</id><published>2006-02-16T13:08:00.000Z</published><updated>2006-02-16T17:50:42.766Z</updated><title type='text'>Eles comem tudo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2407/1234/1600/thumbs.sapo.pt.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2407/1234/320/thumbs.sapo.pt.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="arial_18_preto"&gt;&lt;b&gt;"Até pensei que fosse uma ameaça de bomba"&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="arial_12_azul_bold"&gt;&lt;img src="http://imgs.sapo.pt/images/lusomundo/jn/icon_seta_branca.gif" height="9" width="26" /&gt;&lt;b&gt;surpresa   &lt;/b&gt;Judiciária controlou primeiro a segurança e só depois subiu à redacção Ordem para deixar os computadores surgiu de forma imediata&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="arial_11_preto"&gt;Pouco depois das 12 horas, o jornal "24 Horas", no 5º andar do nº 266 da Avenida da Liberdade, preparava mais uma edição. A direcção reunia para analisar os temas do dia e os jornalistas iam estabelecendo contactos. Ninguém imaginava, no entanto, que à portaria do edifício tinham acabado de chegar elementos da Judiciária e do Ministério Público. in JN&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;No céu cinzento&lt;br /&gt;Sob o astro mudo&lt;br /&gt;Batendo as asas&lt;br /&gt;Pela noite calada&lt;br /&gt;Vem &lt;st1:personname productid="em bandos￼Com" st="on"&gt;em bandos&lt;br /&gt;Com&lt;/st1:personname&gt; pés veludo&lt;br /&gt;Chupar o sangue&lt;br /&gt;Fresco da manada&lt;br /&gt;&lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt;&lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Se alguém se engana                                            &lt;br /&gt;Com seu ar sisudo&lt;br /&gt;E lhes franqueia&lt;br /&gt;As portas à chegada&lt;br /&gt;Eles comem tudo&lt;br /&gt;Eles comem tudo&lt;br /&gt;Eles comem tudo&lt;br /&gt;E não deixam nada &lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;A toda a parte&lt;br /&gt;Chegam os vampiros&lt;br /&gt;Poisam nos prédios&lt;br /&gt;Poisam nas calçadas&lt;br /&gt;Trazem no ventre&lt;br /&gt;Despojos antigos&lt;br /&gt;Mas nada os prende&lt;br /&gt;Às vidas acabadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São os mordomos&lt;br /&gt;Do universo todo&lt;br /&gt;Senhores à força&lt;br /&gt;Mandadores sem lei&lt;br /&gt;Enchem as tulhas&lt;br /&gt;Bebem vinho novo&lt;br /&gt;Dançam a ronda&lt;br /&gt;No pinhal do rei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles comem tudo&lt;br /&gt;Eles comem tudo&lt;br /&gt;Eles comem tudo&lt;br /&gt;E não deixam nada&lt;br /&gt;No chão do medo&lt;br /&gt;Tombam os vencidos&lt;br /&gt;Ouvem-se os gritos&lt;br /&gt;Na noite abafada&lt;br /&gt;Jazem nos fossos&lt;br /&gt;Vítimas dum credo&lt;br /&gt;E não se esgota&lt;br /&gt;O sangue da manada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém se engana&lt;br /&gt;Com seu ar sisudo&lt;br /&gt;E lhes franqueia&lt;br /&gt;As portas à chegada&lt;br /&gt;Eles comem tudo&lt;br /&gt;Eles comem tudo&lt;br /&gt;Eles comem tudo&lt;br /&gt;E não deixam nada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles comem tudo&lt;br /&gt;Eles comem tudo&lt;br /&gt;Eles comem tudo&lt;br /&gt;E não deixam nada&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://www.azeitao.net/zeca/"&gt;  Zeca Afonso&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="arial_11_preto"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13849312-114009605886282882?l=impronunciavel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://impronunciavel.blogspot.com/feeds/114009605886282882/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13849312&amp;postID=114009605886282882' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13849312/posts/default/114009605886282882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13849312/posts/default/114009605886282882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://impronunciavel.blogspot.com/2006/02/eles-comem-tudo.html' title='Eles comem tudo'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02092671326430124451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13849312.post-113994170003283343</id><published>2006-02-14T18:24:00.000Z</published><updated>2006-02-16T17:51:55.576Z</updated><title type='text'>People Are Strange</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2407/1234/1600/%28Jim%20Morrison%20-%20The%20Doors%2C%20Brian%20Jones%20-%20Rolling%20Stones%2C%20Janis%20Joplin%20And%20Jimi%20Hendrix%29.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2407/1234/320/%28Jim%20Morrison%20-%20The%20Doors%2C%20Brian%20Jones%20-%20Rolling%20Stones%2C%20Janis%20Joplin%20And%20Jimi%20Hendrix%29.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt; &lt;h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt; &lt;h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt; &lt;h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt; &lt;h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt; &lt;h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt; &lt;h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt; &lt;h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt; &lt;h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt; &lt;h3&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana,Helvetica;font-size:85%;"  &gt;P&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ople Are Strange&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;  &lt;span style=";font-family:Verdana,Helvetica;font-size:100%;"  &gt;People are strange when you're a stranger&lt;br /&gt;Faces look ugly when you're alone&lt;br /&gt;Women seem wicked when you're unwanted&lt;br /&gt;Streets are uneven when you're down&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When you're strange&lt;br /&gt;Faces come out of the rain&lt;br /&gt;When you're strange&lt;br /&gt;No one remembers your name&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When you're strange&lt;br /&gt;When you're strange&lt;br /&gt;When you're strange&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;People are strange when you're a stranger&lt;br /&gt;Faces look ugly when you're alone&lt;br /&gt;Women seem wicked when you're unwanted&lt;br /&gt;Streets are uneven when you're down&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When you're strange&lt;br /&gt;Faces come out of the rain&lt;br /&gt;When you're strange&lt;br /&gt;No one remembers your name&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When you're strange&lt;br /&gt;When you're strange&lt;br /&gt;When you're strange&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.thedoors.com/discography/#"&gt;The Doors&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13849312-113994170003283343?l=impronunciavel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://impronunciavel.blogspot.com/feeds/113994170003283343/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13849312&amp;postID=113994170003283343' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13849312/posts/default/113994170003283343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13849312/posts/default/113994170003283343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://impronunciavel.blogspot.com/2006/02/people-are-strange.html' title='People Are Strange'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02092671326430124451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13849312.post-113986857281407414</id><published>2006-02-13T22:08:00.000Z</published><updated>2006-02-13T22:18:38.776Z</updated><title type='text'>Liberdade de Aspersão III</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2407/1234/1600/bispopede2.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2407/1234/320/bispopede2.0.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: right;" align="right"&gt;رسول اسلام صلی اللہ علیہ و الہ و سلم نے ہمیشہ درد و مصیبت میں مبتلا عالم بشریت سے عشق و دوستی کی بنیاد پر نبوت و رسالت کا عظیم و خطیر بار اپنے کاندھوں پر اٹھائے رکھا اور فریب و مکر ، جہالت و نادانی اور کذب و زور میں اسیر انسانوں کو حق و حقیقت کی راہ دکھاتے رہے اگرچہ اس راہ میں ان کو سخت ترین آزار و اذیت ، بے وطنی اور مسلسل جنگ و پیکار کی منزلوں سے گذرنا پڑا یہاں تک کہ آپ نے خود فرمایاہے : " تبلیغ و ہدایت کی راہ میں مجھ کو جتنی اذیتوں کا سامنا کرنا پڑا کسی نبی و وصی کو اتنی تکلیفیں نہیں پہنچائی گئی ہیں "&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13849312-113986857281407414?l=impronunciavel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://impronunciavel.blogspot.com/feeds/113986857281407414/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13849312&amp;postID=113986857281407414' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13849312/posts/default/113986857281407414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13849312/posts/default/113986857281407414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://impronunciavel.blogspot.com/2006/02/liberdade-de-asperso-iii.html' title='Liberdade de Aspersão III'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02092671326430124451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13849312.post-113986838620878235</id><published>2006-02-13T22:04:00.000Z</published><updated>2006-02-13T22:16:36.116Z</updated><title type='text'>Liberdade de Aspersão II</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2407/1234/1600/cristoheider.2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2407/1234/320/cristoheider.2.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="text-align: right;" align="right"&gt;اے اللہ کے رسول (صلی اللہ علیہ و الہ و سلم) ! ہمارے ماں باپ آپ پر فدا ہوجائیں ، آپ کی رحلت کے ساتھ نبوت و رسالت اور بندوں کے درمیان الہی پیغام رسانی کا سلسلہ منقطع ہوگیا اور آسمانی خبریں آنا بند ہوگئیں ، آپ کے فراق کا غم دوسرے غموں پر بالا ہوگیا اس مصیبت میں ہرایک برابر سے عزادار ہے اگر آپ نے صبر و شکیبائی کا حکم نہ دیا ہوتا اور بے تابی و بے قراری سے منع نہ کیا ہوتا تو اتنا آنسو بہاتا کہ اشک خشک ہوجاتے اور یہ درد جانکاہ کبھی بھی مجھ سے جدا نہ ہو تا آپ کا غم "غم جاوداں" ہوجاتا آپ کی مصیبت کے سامنے سب کچھ ہیچ ہے کیا کہا جائے کہ زندگی نہیں پلٹائی جا سکتی اور موت سے نہیں روکا جا سکتا ، میری ماں آپ پر قربان، خدا کی بارگاہ میں ہم کو نہ فراموش کیجئے گا اور اپنی یادوں میں ہمیشہ محفوظ رکھئےگا۔&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13849312-113986838620878235?l=impronunciavel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://impronunciavel.blogspot.com/feeds/113986838620878235/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13849312&amp;postID=113986838620878235' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13849312/posts/default/113986838620878235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13849312/posts/default/113986838620878235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://impronunciavel.blogspot.com/2006/02/liberdade-de-asperso-ii.html' title='Liberdade de Aspersão II'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02092671326430124451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13849312.post-113986827523383607</id><published>2006-02-13T22:00:00.000Z</published><updated>2006-02-13T22:14:53.470Z</updated><title type='text'>Liberdade de Aspersão I</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2407/1234/1600/bispopede.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2407/1234/320/bispopede.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: right;" align="right"&gt;آخری سفیر حق و حقیقت&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="text-align: right;" align="right"&gt;خدایا ہم تیری بارگاہ میں اپنی محرومیوں کا شکوہ لے کر حاضر ہیں ایسی محرومی کہ جس کے مقابل دنیا کی تمام نعمتیں ہیچ ہیں بھلا تیرے منتخب ترین رسول تیرے حبیب اور تیرے عزیزترین بندے محمد مصطفی صلی اللہ علیہ والہ و سلم کے فراق و فقدان کا دنیا کی کون سی نعمت مداوا کرسکتی ہے ۔ تیرے رسول کی امت حسرت دیدار کی آگ ہیں اشک فشاں ہے دنیا کے ایک ارب سے زائد مسلمانوں کے گھروں سے نالہ و فریاد کی آوازیں بلند ہیں ہم اپنی غریبی و یتیمی پر جس قدر بھی نالہ کریں کم ہے ۔ خدایا ہماری اش&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13849312-113986827523383607?l=impronunciavel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://impronunciavel.blogspot.com/feeds/113986827523383607/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13849312&amp;postID=113986827523383607' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13849312/posts/default/113986827523383607'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13849312/posts/default/113986827523383607'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://impronunciavel.blogspot.com/2006/02/liberdade-de-asperso-i.html' title='Liberdade de Aspersão I'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02092671326430124451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13849312.post-113778766645370446</id><published>2006-01-20T19:57:00.000Z</published><updated>2006-01-20T20:07:46.463Z</updated><title type='text'>Foi ontem</title><content type='html'>"Ficar-lhe-íamos reconhecidos se pusesse à nossa disposição certo número de mulheres para experiências que tencionamos efectuar com um novo narcótico..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    "Acusamos a recepção da vossa resposta. O preço de 200 Marks por mulher parece-nos, todavia, exagerado. Não oferecemos mais do que 170 Marks por cabeça. Se concordar, iremos buscá-las. Necessitamos de cerca de 150 mulheres. Apesar de bastante depauperadas, achamos que servem. Informar-vos-emos da evolução das experiências."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    "Fizeram-se as experiências. Todos os indivíduos morreram. Em breve voltaremos a contactar convosco para nova remessa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Documentos do Arquivos do Processo Nuremberga&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13849312-113778766645370446?l=impronunciavel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://impronunciavel.blogspot.com/feeds/113778766645370446/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13849312&amp;postID=113778766645370446' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13849312/posts/default/113778766645370446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13849312/posts/default/113778766645370446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://impronunciavel.blogspot.com/2006/01/foi-ontem.html' title='Foi ontem'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02092671326430124451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13849312.post-113769048987555850</id><published>2006-01-19T17:06:00.000Z</published><updated>2006-02-16T17:53:31.116Z</updated><title type='text'>PARA UM AMIGO</title><content type='html'>Poema em Linha Reta (&lt;a href="http://www.fpessoa.com.ar/"&gt;Alvaro de Campos&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca conheci quem tivesse levado porrada.&lt;br /&gt;Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,&lt;br /&gt;Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,&lt;br /&gt;Indesculpavelmente sujo.&lt;br /&gt;Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,&lt;br /&gt;Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,&lt;br /&gt;Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,&lt;br /&gt;Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,&lt;br /&gt;Que tenho sofrido enxovalhos e calado,&lt;br /&gt;Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;&lt;br /&gt;Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,&lt;br /&gt;Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,&lt;br /&gt;Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,&lt;br /&gt;Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado&lt;br /&gt;Para fora da possibilidade do soco;&lt;br /&gt;Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,&lt;br /&gt;Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a gente que eu conheço e que fala comigo&lt;br /&gt;Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,&lt;br /&gt;Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem me dera ouvir de alguém a voz humana&lt;br /&gt;Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;&lt;br /&gt;Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!&lt;br /&gt;Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.&lt;br /&gt;Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?&lt;br /&gt;Ó principes, meus irmãos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arre, estou farto de semideuses!&lt;br /&gt;Onde é que há gente no mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poderão as mulheres não os terem amado,&lt;br /&gt;Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!&lt;br /&gt;E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,&lt;br /&gt;Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?&lt;br /&gt;Eu, que venho sido vil, literalmente vil,&lt;br /&gt;Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13849312-113769048987555850?l=impronunciavel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://impronunciavel.blogspot.com/feeds/113769048987555850/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13849312&amp;postID=113769048987555850' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13849312/posts/default/113769048987555850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13849312/posts/default/113769048987555850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://impronunciavel.blogspot.com/2006/01/para-um-amigo.html' title='PARA UM AMIGO'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02092671326430124451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13849312.post-113743546758709459</id><published>2006-01-16T18:13:00.000Z</published><updated>2006-01-16T18:17:47.596Z</updated><title type='text'>Hasta la Vitoria Siempre</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/2407/1234/1600/Che%20Guevara%20%28Andy%20Warhol%29.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/2407/1234/320/Che%20Guevara%20%28Andy%20Warhol%29.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13849312-113743546758709459?l=impronunciavel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://impronunciavel.blogspot.com/feeds/113743546758709459/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13849312&amp;postID=113743546758709459' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13849312/posts/default/113743546758709459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13849312/posts/default/113743546758709459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://impronunciavel.blogspot.com/2006/01/hasta-la-vitoria-siempre.html' title='Hasta la Vitoria Siempre'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02092671326430124451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-13849312.post-111938180309475120</id><published>2005-06-21T20:14:00.000+01:00</published><updated>2005-06-21T20:23:23.100+01:00</updated><title type='text'>Dicionário</title><content type='html'>&lt;span id="lblDlpoDefinicao"&gt;&lt;span id="lblDlpoDefinicao"&gt;&lt;dt&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;span class="verbete"&gt;pronúncia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/dt&gt;&lt;dt&gt;&lt;table background="/dlpo/imagens/ponto.gif" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" height="1" width="100%"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img src="http://www.priberam.pt/dlpo/imagens/transparent.gif" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/dt&gt;&lt;dt&gt;&lt;br /&gt;&lt;/dt&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span id="lblDlpoDefinicao"&gt;&lt;span id="lblDlpoDefinicao"&gt;&lt;dt&gt;&lt;br /&gt;&lt;/dt&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;s. f.,  &lt;span style="" ondblclick="javascript:SeleccionaEntrada_v2(getSel(),'0')" onmouseover="style.cursor='hand'"&gt;emissão de vozes da linguagem falada;&lt;/span&gt;&lt;span style="" ondblclick="javascript:SeleccionaEntrada_v2(getSel(),'0')" onmouseover="style.cursor='hand'"&gt;&lt;span class="texto"&gt; acto ou modo peculiar de pronunciar;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="lblDlpoDefinicao"&gt;&lt;span id="lblDlpoDefinicao"&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;span class="categoria"&gt;&lt;span title="substantivo feminino"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span id="lblDlpoDefinicao"&gt;&lt;span id="lblDlpoDefinicao"&gt;&lt;span style="" ondblclick="javascript:SeleccionaEntrada_v2(getSel(),'0')" onmouseover="style.cursor='hand'"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="" ondblclick="javascript:SeleccionaEntrada_v2(getSel(),'0')" onmouseover="style.cursor='hand'"&gt;&lt;span class="texto"&gt;despacho judicial, declarando alguém indiciado como autor ou cúmplice de crime.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;span id="lblDlpoDefinicao"&gt;&lt;br /&gt;Pronunciar&lt;br /&gt;&lt;dl&gt;&lt;dt&gt;&lt;span class="texto"&gt;do &lt;span title="Latim"&gt;Lat. &lt;/span&gt;&lt;i&gt;pronuntiare&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/dt&gt; &lt;dt&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;span class="categoria"&gt;&lt;span title="verbo transitivo"&gt;v. tr.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;,  &lt;span style="" ondblclick="javascript:SeleccionaEntrada_v2(getSel(),'0')" onmouseover="style.cursor='hand'"&gt;exprimir oralmente;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="" ondblclick="javascript:SeleccionaEntrada_v2(getSel(),'0')" onmouseover="style.cursor='hand'"&gt;&lt;span class="texto"&gt; enunciar; proferir; articular; tornar evidente; dar despacho de pronúncia contra;acentuar;manifestar o que pensa ou sente;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="texto"&gt;&lt;span class="categoria"&gt;&lt;span title="verbo reflexo"&gt;v. refl.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;,  &lt;span style="" ondblclick="javascript:SeleccionaEntrada_v2(getSel(),'0')" onmouseover="style.cursor='hand'"&gt;dar a opinião sobre.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/dt&gt;&lt;/dl&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/13849312-111938180309475120?l=impronunciavel.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://impronunciavel.blogspot.com/feeds/111938180309475120/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=13849312&amp;postID=111938180309475120' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13849312/posts/default/111938180309475120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/13849312/posts/default/111938180309475120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://impronunciavel.blogspot.com/2005/06/dicionrio.html' title='Dicionário'/><author><name>Carlos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02092671326430124451</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
